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Para um começo de conversa…

Tem coisa mais difícil que começar alguma coisa?

Começar esse blog me parece um encontro com alguém desconhecido. O que não deixaria de ser…

Bem antes da “hora H” você se vê diante do espelho e ensaia mil vezes o que vai dizer, procura e experimenta mil roupas para usar, ajeita e desajeita o penteado…

Porém, além dessas coisas mais externas, uma pergunta ronda o universo da pessoa que se olha no espelho com os pés e mãos suadas de tanta ansiedade: “será que vão gostar de mim?”.

Se eu me preocupo com o que as pessoas vão achar?

Claro que me preocupo! Estaria mentido se não me preocupasse. Agora claro, eu me preocupo com que as PESSOAS vão dizer, e não as pseudo-pessoas! Apesar de nem saber se as pessoas vão ler o que escrevo! Humpf!

Às vezes, escrever é mais difícil do que dizer.

Afinal, para dizer, apenas se diz! É tão mais fácil dizer sem pensar (mesmo que depois bata o arrependimento) ou dizer pensando, assim ao mesmo tempo (apesar de que quando eu penso na mesma hora que falo, eu tenho impressão de não ter dito nada).

Para escrever há toda uma elaboração de pensamento. Uma preparação. Uma leitura de mundo e uma consulta aos mundos alheios.  Há toda uma construção de sentido do que está sendo comunicado para a própria pessoa que escreve: tipo, essa é a roupa que cabe em mim? Ou essa é a roupa que eu quero que caiba em mim?

Agora, ao mesmo tempo, o escrever me valeu várias vezes. Principalmente quando o dizer se tornou mais difícil. Quantas cartas, quantos e-mail enviados registraram a maior sinceridade que pude expressar do que poderiam as palavras proferidas de minha boca.

Vou me valer, mais uma vez, de algumas palavras escritas para registrar as fitas de minha cabeça (Tapes In My Head).

E se em algum momento elas me confundirem (quase sempre, pois um libriano não perde a oportunidade de se confundir) é a oportunidade de pensar e expor sobre.

Então, pra quem gosta de mexer e escutar velhas fitas de pensamentos alheios, aqui se encontra as minhas melhores dádivas e os meus maiores vícios!

Não sei se vou ter a mesma sapiência que tantos/as outros/as companheiros/as blogueiros/as. Mas nem tão bom, nem tão pior que outros/as é o que me move. O quero apenas é poder pensar e escrever sobre a minha luta e militância, sobre os espaços que hoje ocupo, sobre os meus desejos e dilemas e sobre o meu ser sujeito no mundo, com possibilidades, potenciais, limites e contradições.

O rapaz de mãos e pés suados na frente do espelho: “É isso que vou dizer, será que ficou bom?”

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2 Comentários

  1. amanda disse:

    Eeeee..e já começou bem!!!! beijos e muitos escritos de sucesso!

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