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Aviso aos/ás Desavisados/as da Fé!

Até algum tempo atrás eu era um cristão católico praticante. Tinha muito compromisso com a fé que eu tinha: participava dos cultos e festas, de reuniões, ministrava o catecismo, etc.

De algum tempo para cá, a minha espiritualidade cristã se converteu em uma espiritualidade militante. O fato de a doutrina cristã ser extremamente excludente, afirmando lugares de opressão, às mulheres principalmente, colaborou muito nessa minha conversão. Não fazia mais nenhum sentido continuar naquele espaço fazendo disputas com carolas, beatos, padres e freiras. Durante algum tempo até questionava, mas os processos de desgastes e o fato de não querer mais negar a minha própria humanidade, me fizeram sair vez de tudo isso. Abandonei, a partir desse momento, qualquer intenção de me tornar santo, queria ser humano de carne e osso!

Hoje não vou à missa, não rezo, não leio a Bíblia e nem canto louvores, só o que me restou de tudo isso foi a minha militância (sim, foi a partir dela, em especial às CEBs, Pastorais Sociais e Teologia da Libertação, que aprendi a militar).

Eu não vivo nenhum tipo de problema por não ter essa relação com Deus que me foi ensinado a vida inteira. Não sinto um pingo de culpa por isso.

Agora minha relação com as pessoas queridas para mim que são religiosas é que é muito tensa por um motivo: elas têm toda liberdade de falar de sua religiosidade, eu é que num posso expressar nada da minha não-religiosidade porque é ofensivo, porque estou julgando, porque não estou respeitando a decisão dela, porque não sei nada da “verdade”. Oi?

Eu não tenho intenção de provar para mim mesmo ou para quem quer que seja a existência ou não-existência de Deus, isso não é o centro da minha espiritualidade. Na verdade minha espiritualidade não está centrada em nenhuma religião e nem nos seres superiores, e sim na mítica e na utopia de construir uma sociedade diferente. Mas se a pessoa me falar a respeito de sua religiosidade, eu vou supor que ela está aberta a ouvir sobre a minha não-religiosidade, sem restrição (há apenas duas exceções: minhas duas avós, com elas eu não discuto), de forma clara e aberta, que inclui os muitos “ranços” que tenho a respeito da formação doutrinal da religião cristã (machista, homofóbica, hierárquica e classicista).

Que a medida de tolerância seja igual para ambas as partes. Se te incomoda ouvir o que não quer, não jogue água benta em mim, não tente me exorcizar, não queira me converter (porque ser agnóstico não tem nada a ver com ser satanista) e nem me acuse de estar julgando. A solução é bem simples: pense você mesmo nos argumentos contrários aos seus, se você acha que agüenta ouvir, prossiga, se não, fale comigo sobre futebol, política…

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