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O que é bom, a gente cria solto… Aprendendo sobre o amor livre

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Já relatei neste Blog algumas das minhas muitas desilusões amorosas. Tenho conversado com amigos e amigas sobre nossas relações e as coisas meio que se repetem: demandamos e adoramos sexo, mas queremos sexo com outras coisas como afeto, atenção, cuidado, intimidade, etc.

Como quero deixar as relações amorosas em stand by, enquanto que outras coisas da minha vida estão mais urgentes de serem resolvidas, estou nesse exercício de aprender sobre o “amor livre”.

Em primeiro lugar, eu questiono mesmo esse nome “amor livre”, porque amor se constrói com e por muitos elementos da corporeidade, da sexualidade, da afetividade… É um conceito muito abstrato e complexo para ser reduzido neste tipo de relação.

Careta eu? Pode ser… Mas ao mesmo tempo em que questiono o conceito, eu acredito nessa possibilidade de relação. Acredito tanto, que vivo isso a mais de dois anos, na base daquela canção: “Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”

No que chamam de “amor livre” algumas regras são colocadas no jogo. Isso mesmo, apesar de ser chamado de livre, tem algumas regrinhas invisíveis que ordenam a relação.

A principal regra que aprendi é NÃO PERGUNTAR! Na minha experiência, as perguntas são capciosas. Foram sempre uma maneira manhosa e ardilosa de saber sobre a vida da outra pessoa. Ferindo essa regra, tive como consequências muitas mentiras (ao ponto da criatura mentir até sobre o próprio nome), frustrações e susto! Perguntar assusta ao ponto da pessoa desaparecer mesmo!

Outra regrinha é NÃO COBRAR! No meu caso, queria uma cobrança mínima: o comparecimento pelo menos uma vez na semana na minha residência (se é que vocês me entendem, rsrs). Não me importava com quem e com quantas a pessoa ficava, queria apenas um dia da semana para nós dois. Resultado disso: subordinação, porque tinha que ser no dia, na hora e do jeito que a criatura queria; dias de fossa, por conta da expectativa de encontrar e ver a pessoa de novo. Foram e continuam sendo longos dias de espera.

Terceira regrinha, NÃO DISCUTIR A RELAÇÃO. Aí fode tudo né gente? Mesmo que a relação seja só sexual, como não falar sobre o que não está indo bem – com finalidade de melhorar – ou sobre o que é o ponto alto da relação? Então… No meu caso foi como abrir a porta do inferno, porque requer abrir o jogo, falar demais, expressar sentimentos… Tudo isso deu motivo para o sumiço.

Bom, mesmo ferindo as regras do meu amor livre, posso afirmar uma coisa com toda segurança: a pessoa voltou para mim na medida das vezes que ela sumiu. Acredito, ainda, que nesse meu amor, vou sofrer, chorar, sentir saudades, raiva, desespero muitas vezes. Porém sei que muitas vezes também vou gozar, me satisfazer, me conhecer, me testar, sentir calor, fogo, desejo e sorrir assim sem motivos.

Por isso, para esse meu amor, hoje, desejo isso… Voe! Aprendi a ser paciente, menos ansioso e a esquentar minha cama e meu corpo com quem (ou “quens”) também o queira! Seja assim, uma ave migratória: voe para outros lugares, mas retorne sempre para o meu verão!

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