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Depois de tantos anos: o dia que fiz uma prece!

Por já ter sido católico praticante, daqueles que vai a missa todos os domingos e participava dos eventos da igreja (principalmente o os ligados às Comunidades Eclesiais de Base e Pastorais Sociais) e por ter largado essa mesma doutrina, mas não a fé, considero-me uma pessoa agnóstica.

Quando afirmo isso não quero dizer que sou cristão! Quero dizer que, como agnóstico, acredito que assim como não é possível provar racionalmente a existência do sobrenatural, é igualmente impossível provar a sua inexistência, tendo em vista a vasta experiência da humanidade com o mistério, com os seus sagrados.

A historinha que vou contar pode parecer muitas coisas: discurso de uma pessoa que “aceitou Jesus”, homilia professada por um padre, capítulo de um romance espírita, historinha de auto-ajuda, etc. Creio eu, que tenha sido a minha experiência com o sobrenatural, que não dou nome… pode ser Jesus, Maria, Nossa Senhora das Bicicletas Sem Freio, Lúcifer, Oxum, Iemanjá, Gabriel, Leonardo, Rafael, Miguelangelo, Donatelo, etc .

FlashBack

Há algum tempo tenho sido carregado por um forte pessimismo. Na verdade, eu tenho uma natureza assim e preciso às vezes me vigiar. Enfim, toda essa carga de coisas ruins que estavam acumuladas, atraia cada vez mais coisas ruins, que, inclusive, relatei de alguma forma aqui nesse blog.

Hoje pela manhã acordei com a sensação de que a vida não valia muito a pena, até que fui surpreendido.

Estava eu no centro da cidade onde moro. Ia para o serviço, mas antes resolvi ir a uma loja de eletrônicos para comprar um cabo telefônico, uma extensão, uma luminária, uma lâmpada e outras pequenas coisas que estava precisando dar mais conforto ao meu quarto.

No caminho observei um rapaz que abria os portões de um estacionamento. Era um daqueles portões de correr para cima que tem uma coluna que funciona como trava. Olhei o rapaz abrindo os portões e simplesmente passei. Assim que passei senti uma forte pancada nas minhas costas (PS.: eu estava de mochila e dentro da minha mochila carrego meus livros, cadernos e minha marmiteira, imagine se eu estivesse sem…).

Quando senti o impacto da pancada, paralisei por alguns instantes. Foi como se por um milésimo de segundo eu tivesse saído de mim. Pouco tempo depois, tornei e vi algumas pessoas  ao meu redor. Todas elas estavam com cara de espanto: olhos arregalados e mão na boca. Ao ver essas expressões, pensei: “Deu merda! Só posso ter morrido ou estou prestes a isso.” Olhei para o meu corpo e estava tudo ok.  Virei-me para observar o chão, para ver se eu estava lá caído, pois aquilo que estava de pé poderia ser meu fantasma, mas felizmente não foi dessa vez, vi apenas a coluna do portão estendida sem nenhum defunto ao lado. Concluí então que a pancada foi a da coluna que bateu na minha mochila.

Abri a mochila e vi que minha marmiteira  estava partida em vários pedaços! Foi então que me dei conta que se fosse um segundo antes, a minha cabeça que teria ocupado o lugar da marmiteira. A primeira reação foi xingar o rapaz que tava abrindo os portões, que não deu mínima atenção para o fato, quanto mais para os meus gritos. Pegou a coluna do chão e fingiu que nada aconteceu.

Segui meu caminho ao mesmo tempo impressionado com o fato e indignado com o rapaz que há minutos antes podia ter me matado! Quando eu pensei em amaldiçoá-lo, tive um choque maior ainda porque fiquei pensando: porque não aconteceu o pior?

Da mesma forma que pode haver explicações racionais para o fato, muitas outras razões não racionais também poderiam ser utilizadas. Pelo sim e pelo não, hoje eu fiz uma prece de agradecimento a esta criatura, porque mesmo que ele (ou quem sabe ela) não seja nada, foi o que me fez despertar sobre a que se resume a vida da gente: é efêmera… passa rápido… e está por um fio… por isso Carpe Diem!

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4 Comentários

  1. Então é isso mesmo… curtir a vida e ter cuidado com o povo no “mei da rua”… Alegrias querido… e pare de me perseguir no prédio…. Heheheheheheheheheheeheh…. Beijos!

  2. Helô disse:

    Carpe vitae

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