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Chegou Setembro! Um Balanço na Vida

É fato. Desde que tomei consciência disso, o mês que antecede meu aniversário é sempre repleto de muitas delicadezas. Já me convenci que é meu inferno astral. Engraçado que há um ano também falei disso por aqui. Pode ter gente que me diga “mas cara, isso não tem relação alguma”. Pode ser que não tenha. Mas acontece que é o que sinto, e não me importa se é de ordem astrológica ou psicológica. Apenas sinto.

Os sentimentos ficam superdimensionados. Fico emocionalmente mais instável.  Mais deprimido do que de costume. Tenho necessidade de companhia constante dos amigos e amigas, da família, dos casos amorosos. A solidão definitivamente não se torna a melhor companheira e tendo a ter grande apego pelas coisas e pelas pessoas.

Ano passado escrevi sobre isso. Este ano, essa fase já começou com uma grande crise no campo sentimental. Já foi mais doloroso. Agora ainda dói, mas de uma forma mais branda, pois nesse tempo pensei em mim, pensei na pessoa e estabeleci limites entre eu e a pessoa. Coloquei-me no lugar de centro e desloquei a pessoa para outro lugar que ela ainda tem na minha vida. Com toda franqueza, é difícil tirar alguém de mim. Então, vou redistribuindo as pessoas pelos cômodos do meu coração.

Digo que nem foi e nem será o tempo que propiciou ou propiciará essas redistribuições de prioridades e sim o que fiz e o que vou fazer com ele (o tempo) para favorecer isso: terminei a parte mais difícil da dissertação; reaproximei-me de amigos(as) que há muito tempo não conversava; reativei os meus laços virtuais de amizade; e estou retomando o blog. Tenho ainda muitas metas traçadas no início do ano para dar encaminhamento. Chegou a hora de dar um peso significativo a isso.

Mas esse mês também é marcado por mudanças. Mudanças que são sempre pertinentes, embora dê certo medo. Requer de mim um pouco mais de coragem. E no quadro dessas mudanças, uma nova oportunidade de trabalho. Um trabalho que vai exigir que eu “me mude” (entre aspas, pois continuarei com minha casa em Fortaleza para passar os fins de semana) para outra cidade. E como vai ser tudo isso? Não sei. E o não saber me gera ansiedade, expectativas, alguns receios.

Mas embora setembro seja um mês mais forte para mim, a vida da gente está longe de ser uma constância de alegrias e tristezas. Nada se concentra em apenas uma época. Tudo se dilui em meses, anos e décadas. Como disse minha amiga Gigi Castro:

“dias que vão e que vêm, uns bons, outros nem tanto; questões que passam ou permanecem, dando conta daquilo que a gente às vezes não quer perceber; sentidos que constantemente se transformam, porque não têm razão em si, são só brinquedos pra fazer a alma crescer; ganhos, perdas, dor, prazer, alegria e tristeza, elogio ou crítica – tudo tudo tudo tudo tudo isso é puro exercício de viver. ai da gente quando, por dis.tração ou preguiça, resolve disso esquecer!…”

Diante disso, uma coisa eu posso dizer sobre mim. Pela profundidade de alegrias e tristezas em que vivo as coisas o ano todo, mas sobretudo em setembro, fica implícito que não me distraio e nem sinto preguiça de viver. Da minha vida e suas delícias, que partilho com os meus e minhas, e agruras, que espalho aos sete ventos pra todo mundo saber, eu não esqueço.

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