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“Ever unfolding, ever expanding, ever adventurous and torturous, but never done”: Alanis e minha vida.

Sem nenhuma dúvida, Alanis Morissette é a artista que mais canta a trilha de minha vida. Essa identificação de sua música e da minha vida completou esse ano apenas 10 primaveras! Apesar de o disco Jagged Little Pill ter sido lançado bem no início da minha puberdade, no ano de 1995, foi apenas no ano de 2002, entre os meus 17-18 anos, que me apaixonei por sua musicalidade.

Tive uma adolescência tardia. Até os meus 16 anos de idade tinha muitos comportamentos infantis embora já tivesse o corpo adulto. Nesse tempo eu ainda assistia desenho animado, brincava com meus primos menores e tinha um verdadeiro horror à cultura adolescente da minha época.

Apenas aos 17 anos, quando comecei a trabalhar, fui amadurecendo. Nesse ano, estava terminando o Ensino Médio e fiquei amigo de uma moça que era odiada por toda escola. Os motivos: ela era subversiva, rebelde e lésbica. Engraçado como esse comportamento sempre me apaixonou. Nós viramos grandes amigos.

Certa feita, após a aula, essa amiga me convida para almoçar na casa dela. Nessa mesma tarde ela me ensinou a tocar violão, a cantar (ela tem uma voz maravilhosa) e me apresentou o seu gosto musical. De todos os sabores experimentados naquela tarde, Alanis Morissette foi o bolo de chocolate (comida favorita sempre)! Ela tinha apenas um cd dessa artista, o Supposed Former Infatuation Junkie, gravado em 1998. Nesse cd havia apenas uma faixa conhecida, That I Would Be Good, trilha do casal Regina (Letícia Spiller) e Adelmo (Ângelo Antônio) da novela Suave Veneno. É claro que houve uma aproximação com a artista a partir dessa trilha de novela. Mas eu pedi o cd emprestado à minha amiga e devorei o encarte e as canções.

Esse cd reúne 17 faixas com melodias que variam desde a simplicidade de Your Congratulations e Are Still Mad, as de sonoridade suave como There Are Be Good, Thank U, UR, Unsent e Heart of the House, e as de sonoridades e letras mais cruas e pesadas como Baba, Sympathetic Character, Can’t Not, I was hoping, Would Not Come e Joining You. A música que mais me identifico desse cd? Sem pestanejar Can’t Not. Quem sabe algo sobre mim pode confirmar isso. A segunda seria Would Not Come.

Lembro que naquela época não tínhamos acesso à música como hoje. O acesso à internet era muito limitado às classes sociais mais abastadas. Um ano mais tarde, em 2003, um amigo de infância, que tinha acesso à internet, que tinha aprendido a baixar música e que tinha um computador que gravava arquivos em cd, me presenteou com um cd da Alanis. O Unplugged. Ele foi a porta de entrada para o Jagged Little Pill.

Sim, todos sabemos que o Jagged Little Pill é o melhor cd. Apesar da não uniformidade, da falta de rima em alguns versos, nesse cd, Alanis se permitiu se ler, se analisar e se escrever. Nesse cd ela se libera. Esse movimento de liberação foi acompanhado por muitos fãs, inclusive eu, mesmo que tardiamente, em 2003. É difícil dizer que música gosto mais, mas You Oughta Know fala muito de mim e dos meus relacionamentos amorosos… Pois é, eu ainda vivo um You Oughta Know.

Muita gente deixou de acompanhar a evolução da Alanis porque ficou estacionado no Jagged Little Pill. É sem dúvida o seu melhor trabalho, mas muita música boa foi composta depois dela. As que me identifico são Unsexy, Narcissus e Utopia, do Cd Under Rug Swept de 2002 (primeiro cd original que comprei em 2003); Sorry to Myself e Simple Together do cd Feast on Scraps, também de 2002; Eight Easy Steps, Out Is Through e Not All Me do álbum So-Called Chaos; e Moratorium e Tapes (que inspirou o título desse Blog) do cd Flavors of Entanglement.

Foi na turnê do Flavors of Entanglement que realizei o sonho de ter ido a um show da Alanis! Certamente umas das noites que jamais esquecerei, apesar de ter estado tão, mais tão longe do palco!

Atualmente Alanis casou, teve um filho e gravou novo álbum “Havoc and bright lights” que deve retratar essa experiência. O novo single Guardian parece dar esse sinal. É uma letra bonita, num arranjo característico da artista, mas num vídeo que achei muito pobrinho. Ainda estou conhecendo as outras faixas e não sei avaliar o quanto vou gostar ou desgostar dele. Pode ser que depois de outros 10 anos, eu possa voltar aqui e falar nisso.

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