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Pensado uma relação de dois, por um…

Eu aéreo e você terreno.

Fascinamos-nos e nos irritamos facilmente um com o outro.

Eu te dou uma visão mais ampla da vida, uma apreciação sobre as coisas abstratas, belas e intelectualizadas.

Você me faz entender a importância da realização material e da aceitação dos meus limites.

Eu sou um idealista e você um realista.

Ambos mantemos a diplomacia para preservar a nossa paz, eu sendo indulgente e você extremamente disciplinado.

Nunca te disse que te amo, porque amar para mim não é uma conversa acalourada e íntima, ou mesmo uma demonstração caótica de paixão descontrolada, embora eu o sinta.

Com você, prefiro um encontro singelo em um ambiente agradável onde você possa perceber a minha ordem e os meus conceitos. Você bem sabe da minha inspiração sexual, que não se resume só em compartilhar os sexos: para mim, tem que haver comunicação, tem que ter estilo, mesmo que nossa intenção seja ser rude.

Nesse ponto, sou perfeccionista: providencio tudo o que for necessário para que tudo seja, ao nosso modo, perfeito. Crio estilo, crio graça e harmonia para nós.

Odeio tempestades emocionais, por isso detesto ter que sentir isso, por isso tenho problemas de expressar minhas emoções com honestidade. Sentir raiva, ciúmes, necessidade e desejo intenso são assustadores para mim.

Como não expresso isso com clareza, tendo a magoar os outros, as pessoas tendem a sentir raiva de mim. Meus poucos amigos e amigas que o digam. Eu confesso: sou emocionalmente desonesto comigo e com as demais pessoas. Embora não tenha nenhum desejo de enganar. Não é algo que faço com consciência.

Para você, um relacionamento como o nosso não é fácil, porque você é extremamente controlado e controlador. Liberar você dessa sua autoproteção tem me exigido esforço e sei que você nunca abrirá mão disso.

Você sacrificará, quando for conveniente a você, a nossa relação por alguém que te dê segurança, que seja adequado e pelo qual você tenha algum ganho social. E eu sei que essa pessoa já existe.

Você já teria “me jogado pela janela” se eu tivesse feito mais cobranças. Por reconhecer isso, eu recuei.

Você terá família, pois você me dá a entender que preza mais por laços familiares do que por paixões enfurecidas. Embora você tenha impulso sexual forte, disso eu sei muito bem, você exclui e sempre excluirá isso do seu “relacionamento sério” e dedicará essa explosão a mim, enquanto durar, ou a outras pessoas.

Você assume as rédeas, não demonstra vulnerabilidade e se sente atraído de alguma forma por mim, porque sou capaz de deixá-lo solto. Como tudo ocorre secretamente, você me procura para liberar o seu lado mais imaginativo.

A única coisa que compartilho com você é isso: sua fantasia. Isso você poderá sempre confiar a mim, porque apesar de amar a rebeldia, eu respeito, assim como você, a diplomacia. Eu gosto do nosso mundo, desde que ele seja só nosso. Sem leva e traz.

Mas isso, apesar de muito forte e significativo para mim, é chama pequena. Dá a guinada que eu preciso para tornar as coisas mais interessantes para mim é mudá-lo. Mas você, pelo que me parece, não muda.

Então que seja até quando você quiser.

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Recado à patrulha da felicidade

Batendo um pouco a poeira em que deixei esse blog. Entretanto ainda são as mesmas questões do passado que persistem no presente.

Nesse meio tempo, permiti que a minha esperança e minha fé ficassem desmedidas demais. Tanto, até o ponto de tornarem-se ilusões. E eu passei a esperar demais da vida, que ela fosse boa, generosa e tudo mais. Imagine, até voltar a rezar eu voltei.

No entanto, como diria uma amiga, “a vida” nunca será do jeito que eu quero e tão pouco do jeito que não quero. Ela tá se “fudendo” para o que a gente pensa dela, porque como diria Nelson Rodrigues, ela apenas é. E por ter perdido isso de vista, me frustrei! Consequência: fé e esperança de volta na gaiola.

Houve quem dissesse para mim que eu não cometesse essa autopunição de deixar a minha fé e a minha esperança de castigo, de que quando as coisas não acontecem é para o meu bem, de que apenas eu é que sou responsável pela minha felicidade e que todas as respostas estão presentes em mim, de que o universo e as energias dos astros blá, blá, blá…

Certo, ok, unrum…

Como diria Renato Russo na sua música Via Láctea (a quem tenho tido ultimamente muita identificação): “Queria ser como os outros e rir das desgraças da vida ou fingir estar sempre bem. Ver a leveza das coisas com humor”, mas eu, amigo/a, não consigo ser assim, valeu?

Isso não significa que eu vá deixar de rir, amar, brincar, sonhar e de ter momentos legais… Agora, eu vou fazer tudo isso sem perder de vista o meu choro, as minhas angústias, as desilusões…

Se ofende dizer, me desculpem, mas ultimamente eu estou puto com a vida, beleza?

E neste momento vou fazer o que for possível fazer sem ter que acreditar que vai dá tudo certo e que tudo vai ser lindo, ou se não aconteceu é porque deus, o universo e o escambau acha que não é o melhor para mim. Agora é assim: Deu certo, ótimo. Não deu, vou sim chorar (por quanto tempo eu achar que deva ser) minhas pitangas. Posso?

Depois de tantos anos: o dia que fiz uma prece!

Por já ter sido católico praticante, daqueles que vai a missa todos os domingos e participava dos eventos da igreja (principalmente o os ligados às Comunidades Eclesiais de Base e Pastorais Sociais) e por ter largado essa mesma doutrina, mas não a fé, considero-me uma pessoa agnóstica.

Quando afirmo isso não quero dizer que sou cristão! Quero dizer que, como agnóstico, acredito que assim como não é possível provar racionalmente a existência do sobrenatural, é igualmente impossível provar a sua inexistência, tendo em vista a vasta experiência da humanidade com o mistério, com os seus sagrados.

A historinha que vou contar pode parecer muitas coisas: discurso de uma pessoa que “aceitou Jesus”, homilia professada por um padre, capítulo de um romance espírita, historinha de auto-ajuda, etc. Creio eu, que tenha sido a minha experiência com o sobrenatural, que não dou nome… pode ser Jesus, Maria, Nossa Senhora das Bicicletas Sem Freio, Lúcifer, Oxum, Iemanjá, Gabriel, Leonardo, Rafael, Miguelangelo, Donatelo, etc .

FlashBack

Há algum tempo tenho sido carregado por um forte pessimismo. Na verdade, eu tenho uma natureza assim e preciso às vezes me vigiar. Enfim, toda essa carga de coisas ruins que estavam acumuladas, atraia cada vez mais coisas ruins, que, inclusive, relatei de alguma forma aqui nesse blog.

Hoje pela manhã acordei com a sensação de que a vida não valia muito a pena, até que fui surpreendido.

Estava eu no centro da cidade onde moro. Ia para o serviço, mas antes resolvi ir a uma loja de eletrônicos para comprar um cabo telefônico, uma extensão, uma luminária, uma lâmpada e outras pequenas coisas que estava precisando dar mais conforto ao meu quarto.

No caminho observei um rapaz que abria os portões de um estacionamento. Era um daqueles portões de correr para cima que tem uma coluna que funciona como trava. Olhei o rapaz abrindo os portões e simplesmente passei. Assim que passei senti uma forte pancada nas minhas costas (PS.: eu estava de mochila e dentro da minha mochila carrego meus livros, cadernos e minha marmiteira, imagine se eu estivesse sem…).

Quando senti o impacto da pancada, paralisei por alguns instantes. Foi como se por um milésimo de segundo eu tivesse saído de mim. Pouco tempo depois, tornei e vi algumas pessoas  ao meu redor. Todas elas estavam com cara de espanto: olhos arregalados e mão na boca. Ao ver essas expressões, pensei: “Deu merda! Só posso ter morrido ou estou prestes a isso.” Olhei para o meu corpo e estava tudo ok.  Virei-me para observar o chão, para ver se eu estava lá caído, pois aquilo que estava de pé poderia ser meu fantasma, mas felizmente não foi dessa vez, vi apenas a coluna do portão estendida sem nenhum defunto ao lado. Concluí então que a pancada foi a da coluna que bateu na minha mochila.

Abri a mochila e vi que minha marmiteira  estava partida em vários pedaços! Foi então que me dei conta que se fosse um segundo antes, a minha cabeça que teria ocupado o lugar da marmiteira. A primeira reação foi xingar o rapaz que tava abrindo os portões, que não deu mínima atenção para o fato, quanto mais para os meus gritos. Pegou a coluna do chão e fingiu que nada aconteceu.

Segui meu caminho ao mesmo tempo impressionado com o fato e indignado com o rapaz que há minutos antes podia ter me matado! Quando eu pensei em amaldiçoá-lo, tive um choque maior ainda porque fiquei pensando: porque não aconteceu o pior?

Da mesma forma que pode haver explicações racionais para o fato, muitas outras razões não racionais também poderiam ser utilizadas. Pelo sim e pelo não, hoje eu fiz uma prece de agradecimento a esta criatura, porque mesmo que ele (ou quem sabe ela) não seja nada, foi o que me fez despertar sobre a que se resume a vida da gente: é efêmera… passa rápido… e está por um fio… por isso Carpe Diem!

Mesmo que isso não caiba mais em mim…

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O julgamento de pessoas quaisquer, alheias e corriqueiras, dessas que a gente vê ou de relance, ou uma única vez, ou mesmo raramente, nunca me importou. Suportar o que elas achavam do meu modo de ser e viver é uma prática tão natural quanto beber água. Na verdade, nem sempre foi assim, foi algo que passou a se tornar assim, um peso muito leve, desses que carregamos na ponta dos dedos.

Agora o julgamento das pessoas que amo tem uma medida incomensurável: pesado demais; grande demais; não cabe em nenhum lugar, quanto mais dentro de mim.

Quando enfim admitimos para o/a outro/a, sejam por ações ou palavras, o que somos, por mais que, lá no fundo, saibamos quem somos e quem o outro é, a surpresa e o sobressalto estão presentes. Tamanha estranheza e silêncio, que são muito mais brutais que a raiva e o ódio, deve ser a forma de se indignar, de perguntar a si mesmo/a: o que eu fiz de errado? Onde foi que eu errei?

O que nos separa é uma fina parede de cristal, onde qualquer contato pouco descuidado pode quebrar. Só nos resta dar espaço e observar como vamos nos comportando para reagir. Talvez dissimular.

E no silêncio de nos mesmos, as perguntas ecoam:

Estamos dispostos ao diálogo?

Falo primeiro ou deixo o/a outro/a falar?

Vamos fingir que nunca aconteceu e voltar ao que era antes? Isso, vamos continuar nos enganando…

Vamos aceitar que algo está e sempre esteve fora da norma e não significa dizer que é errado?

Ou não estamos dispostos a aceitar que eu estou fora da norma e que sim, isso é errado?

Dizem que o suicídio é covardia de quem tem medo da vida. Eu já acho o contrário. Não há coisa mais resoluta que um suicídio. Põe um fim há algumas questões, sofrimentos e angústias de forma irreversível, mesmo que pareça muito egoísta. É preciso muita coragem para tomar essa atitude. No entanto eu sou um covarde. Não tenho coragem nem de me por um fim. Não pela dor que posso sentir antes de mais nada sentir, não que tenha medo do que possa me acontecer depois que eu morrer, mas pela dor que os outros podem sentir por mim, pelos medos que os outros podem sentir por mim.

Incrível como é fácil dizer tudo para pessoas que em tão pouco tempo tenho convivido e tão difícil para quem esteve a vida toda comigo. Enquanto isso, por questão de sobrevivência, por medo do abandono e do desprezo, eu mesmo acho e algumas pessoas me aconselharam que fosse preferível não mencionar quem sou, que é melhor não me abrir se pressinto uma reação negativa. Mesmo que isso não caiba mais em mim.

E o sertão vai virar mar e o mar virar sertão…

No centro das políticas que dão visibilidade (sim, porque precisam ser mostrados, vistos e lembrados pelas estatísticas, indicares econômicos, obras construídas, etc. e etc.) se inserem os projetos de desenvolvimento elitista e modernizador, que produzem bens e serviços de luxo, ou pelo menos não emergenciais dadas outras prioridades. Tais políticas são financiadas, muitas vezes, exclusivamente ou em alguma medida com dinheiro público beneficiando apenas uma minoria privilegiada que tem disponibilidade de pagar por serviços básicos privados (saúde, educação, lazer, cultura e segurança) e artigos de luxo (pescado cultivado e outros produtos do agronegócio) ao invés de ser destinado em outras que beneficiem e privilegiem a maioria empobrecida e marginalizada das periferias, sertões e praias do estado.

Nos objetivos dessas políticas, projetos e programas são discutíveis as afirmações “geração de emprego e renda”, “inclusão social”, “redução da pobreza e da miséria”, “melhoria da qualidade de vida”, “democratização” e outras palavras e termos de apelo social, tendo em vista que a questão de centro são os negócios, os investimentos e os lucros. Em outras palavras, o que realmente se quer é a garantia dos privilégios dessas minorias que, com o apoio do Estado via financiamento, construção de capital físico (estradas, etc.) e subsídios, movimentam o capital e geram bônus e ônus, cuja distribuição é desigual.

Dois exemplos:

O Sertão vai virar mar – A Transposição do Rio São Francisco – Sob a desculpa de melhorar a qualidade de vida do povo sertanejo, levando água para o sertão, o Governo Federal aprovou esse projeto sem ter passado por um diálogo com movimentos e representantes da sociedade civil organizada. É sabido que a seca no sertão é fenômeno natural e espontâneo, quem desde muito tempo tem sido tratado por gestores com oportunismo: distribuição de cestas básicas e abastecimento de água incipiente por meios de carros pipas são vistas como uma moeda de troca para garantia de votos nas eleições e para a passagem pacífica desses projetos modernizadores que concentram a terra e a água. E é justamente o que queria sublinhar esses movimentos: a transposição das águas do rio São Francisco é mais um projeto que concentrará água para as grandes empresas de fruticultura irrigada, de criação de camarão cultivado e para o Porto do Pecém. Apenas uma fração irrisória beneficiará os/as pequenos/as produtores/as. Além disso, esse projeto se contrapõe com a demanda dos/as camponeses/as, que é uma política de convivência com o semiárido (projetos de captação, armazenamento e gestão das águas, incentivo à produção de animais, frutas, hortaliças e cereais próprios desse clima, etc.). Encerra-se, portanto, o diálogo do Estado com a população.

… e o mar virar sertão – O Acquário –Segundo o governador do Ceará, essa obra, financiada com dinheiro público, vai garantir que o turista prolongue a sua estadia na cidade de Fortaleza, gerando emprego, renda e divisas para o Estado. Ok. Vai gerar emprego, renda, divisas e lazer para quem? A resposta é simples, para quem pode investir no turismo de massa (donos de hotéis, pousadas, restaurantes, clubes) e para quem tiver disposição a pagar para entrar no acquário, que muito provavelmente, aqui concordando com a jornalista Júlia Lopes, vai se transformar daqui a alguns anos no atual Centro Cultural Dragão do Mar: vida de bares noturnos ao redor (que beneficiam os donos desses estabelecimentos), “ocupação esvaziada” e toda a marca e ranço do turismo predador. O ônus fica com a população que pagará (e muito caro, 250 milhões!!!) pela obra (Cid adora essas obras belas e que são vistas, fez isso em Sobral e garantiu com muita folga as suas duas candidaturas a governo do estado), assume também os riscos socioambientais dessa obra: higienização social (uma comunidade pode ser removida – Cid adora adotar esses modelos de higienização social, veja só o caso das obras para a copa 2014) e, o mais grave de tudo, não pode manifestar sua contrariedade, tendo em vista que os movimentos urbanos da cidade de Fortaleza colocaram uma série de perguntas que são respondidas com o mesmo jargão “essa obra vai nos tirar da pobreza e da miséria”.

Podemos observar, portanto, que os espaços de debate em torno do modelo de desenvolvimento têm sido provocados por movimentos de moradores/as, camponeses/as, pescadores/as, etc., a quem podemos chamar legitimamente de movimento por justiça ambiental, entretanto o próprio Estado, que deveria garantir, democraticamente, a segurança, a justiça e o bem-estar socioeconômico da população trabalhadora, se recusa a fazer esse diálogo em nome dos interesses de politiqueiros e de empresários. Para não deixar de ser extrema-esquerda-incendiária, esses governos ou são do próprio ou são aliados do Partido dos Trabalhadores. Vejam só que contradição…

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Já relatei neste Blog algumas das minhas muitas desilusões amorosas. Tenho conversado com amigos e amigas sobre nossas relações e as coisas meio que se repetem: demandamos e adoramos sexo, mas queremos sexo com outras coisas como afeto, atenção, cuidado, intimidade, etc.

Como quero deixar as relações amorosas em stand by, enquanto que outras coisas da minha vida estão mais urgentes de serem resolvidas, estou nesse exercício de aprender sobre o “amor livre”.

Em primeiro lugar, eu questiono mesmo esse nome “amor livre”, porque amor se constrói com e por muitos elementos da corporeidade, da sexualidade, da afetividade… É um conceito muito abstrato e complexo para ser reduzido neste tipo de relação.

Careta eu? Pode ser… Mas ao mesmo tempo em que questiono o conceito, eu acredito nessa possibilidade de relação. Acredito tanto, que vivo isso a mais de dois anos, na base daquela canção: “Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”

No que chamam de “amor livre” algumas regras são colocadas no jogo. Isso mesmo, apesar de ser chamado de livre, tem algumas regrinhas invisíveis que ordenam a relação.

A principal regra que aprendi é NÃO PERGUNTAR! Na minha experiência, as perguntas são capciosas. Foram sempre uma maneira manhosa e ardilosa de saber sobre a vida da outra pessoa. Ferindo essa regra, tive como consequências muitas mentiras (ao ponto da criatura mentir até sobre o próprio nome), frustrações e susto! Perguntar assusta ao ponto da pessoa desaparecer mesmo!

Outra regrinha é NÃO COBRAR! No meu caso, queria uma cobrança mínima: o comparecimento pelo menos uma vez na semana na minha residência (se é que vocês me entendem, rsrs). Não me importava com quem e com quantas a pessoa ficava, queria apenas um dia da semana para nós dois. Resultado disso: subordinação, porque tinha que ser no dia, na hora e do jeito que a criatura queria; dias de fossa, por conta da expectativa de encontrar e ver a pessoa de novo. Foram e continuam sendo longos dias de espera.

Terceira regrinha, NÃO DISCUTIR A RELAÇÃO. Aí fode tudo né gente? Mesmo que a relação seja só sexual, como não falar sobre o que não está indo bem – com finalidade de melhorar – ou sobre o que é o ponto alto da relação? Então… No meu caso foi como abrir a porta do inferno, porque requer abrir o jogo, falar demais, expressar sentimentos… Tudo isso deu motivo para o sumiço.

Bom, mesmo ferindo as regras do meu amor livre, posso afirmar uma coisa com toda segurança: a pessoa voltou para mim na medida das vezes que ela sumiu. Acredito, ainda, que nesse meu amor, vou sofrer, chorar, sentir saudades, raiva, desespero muitas vezes. Porém sei que muitas vezes também vou gozar, me satisfazer, me conhecer, me testar, sentir calor, fogo, desejo e sorrir assim sem motivos.

Por isso, para esse meu amor, hoje, desejo isso… Voe! Aprendi a ser paciente, menos ansioso e a esquentar minha cama e meu corpo com quem (ou “quens”) também o queira! Seja assim, uma ave migratória: voe para outros lugares, mas retorne sempre para o meu verão!

Adeus ao meu Feicebuco!

Quem me conhece, sabe da minha assiduidade nas redes sociais, principalmente no Feicebuco. Entre as recomendações de blogs que costumo a ler, entre leituras do que me recomendam, entre postagens de palavras de ordem, imagens engraçadas, #BregaNoFace, enfim… muita coisa boa, que acrescenta, me distrai, vai me formando e ajudando da minha forma de ler e ver o mundo. Esse é o grande feito dessa rede social em minha vida.

Entretanto, algumas coisas, de um tempo para cá vem me incomodando bastante. Algumas discussões, brigas, intrigas, patrulhamento sobre aquilo que faço, penso e como conduzo a minha vida pessoal.

Houve desgastes com pessoas que para mim eram muito caras e outras que não são tão caras assim. Claro que a culpa nbão é da rede social em si, mas ela foi veículo para que esses desgastes viessem à tona. Excluí, adicionei de novo e percebi que as relações não voltariam a ser as mesmas.

Eu mudei. Estou dando 10 passos para trás para ver se consigo dar um passo que seja para frente. Desempreguei, não concluí a dissertação, voltei para casa de minha mãe, me ausentei para algumas pessoas, tive que fazer corte de gastos para fazer as economias renderem… tempos difíceis. São nesses tempos difíceis que a gente vai percebendo quem está e quem não está ao nosso lado.

Quem me conhece também sabe que sou, na medida do possível, agradável, bem-humorado, descontraído, mas que também não faço a mínima questão de disfarçar quando estou triste, chateado, puto da vida, etc, etc.

E é para me reservar das decepções com as pessoas que eu estou abrindo mão, por tempo indeterminado, do Feicebuque. Não ligo para quem ache que isso seja recalque meu. Mas esse é apenas um dos motivos. Um outro muito forte é, que nesse contexto de fechar uns ciclos e começar outros, tais como terminar a dissertação e me preparar para o que venha (concursos, doutorado, trabalho), é que estou lançando mão do tempo que dedico na leitura do mural, para ler meus livros, meus blogs, minha pesquisa e me dedicar a vida real. Um terceiro e não menos importante, cansei de muitas bobageiras racistas, machistas, classicistas e homofóbicas que vejo no meu mural assinado pelos conhecidos e até pessoas que considero como queridas. Para evitar futuros desgastes, fico sigo o exemplo da minha irmã de coração Quel (aqui além de recalcado, podem me chamar de extremista).

Todo mundo era feliz no Orkut e continua o sendo no Feicebuque. Eu não estou afim de ser e nem de ver essa “felicidade” mascarada em milhões de imagens coloridas, palavras prateadas e cintilantes, fotos modificadas e manifestações, por muitas vezes, adversas. (podem me achar recalcado de novo). É chegado o momento de dizer até logo a essa vida mil vezes publicada, compartilhada, curtida e comentada. É chegado o momento de cuidar eu mesmo da minha própria vida com as pessoas que, mesmo longe, estão mais pŕoximas.

Domingo, meu perfil deixa de existir e fica apenas o meu gmail (ftiagocosta@gmail.com) para quem tenha interesse de trocar experiências ou de uma conversa no gtalk. Eventualmente estarei no skype. Meu celular estará sempre ligado (quem quiser me peça o número por e-mail) e o meu twitter continua no ar para alguns momentos de leveza, pois sei que encontro amigos do #BregaNaTL por lá!

É isso, me livrei do orkut, agora tô reservando espaço no saco para o feicebuque! Um por um, a gente vai dedicando tempo ao concreto, ao real…

Bjus-me-liga!